Alexandre Aschenbach

Os Três Mestres


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Durante minha carreira profissional tive vários mestres, de diversos níveis hierárquicos, muitas vezes superiores, outras pares, outras subordinados mas, dentre eles, elegi três.

Os três conseguiram (e conseguem), em fases diferentes de minha vida, formar o profissional que hoje sou.

Cada um a sua maneira, cada um com seu ponto forte e fraco, conseguiram ensinar, orientar, preparar e alinhar o profissional para o seu crescimento.

Assim, meu primeiro mestre mostrou-me a força; o segundo mestre mostrou-me a estratégia e o terceiro mestre mostrou-me a parcimônia.

Todos, entretanto, ensinaram como ser gente e lidar com gente, cada um de uma forma, mas todos congruentes em seus objetivos.

A força me foi demonstrada através do trabalho, da persistência, da assertividade e da manutenção de posições.

Trabalhamos muito e ele nunca me deixou desistir. Nos piores momentos esteve do meu lado e, mesmo quando errei ajudou-me a superar. Convincente em tudo que fazia e falava, ensinou-me através do exemplo. Defendia suas posições e lutava por elas, de forma inteligente e com a agressividade necessária.

A estratégia me foi demonstrada através da preparação, do planejamento, da eterna busca de uma saída melhor.

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Atuamos muito com os problemas dos outros que, então, se tornavam nossos problemas. Não me permitiu errar pois ensinou-me a planejar antes de agir. Falava com maturidade e com eficácia. Não me deixava só, estava sempre monitorando meu caminhar.

Assim, acresceu estratégia à força que eu já conhecia. Aprendi a usar a força que já conhecia de forma efetiva, de forma calculada para que os resultados fossem obtidos corretamente.

Então veio a parcimônia, que me foi demonstrada através de muita conversa e meditação, além, claro, do exemplo.

Mostrou-me que nem sempre o caminho interrompido deve ser motivo para removermos o bloqueio ou então para procurar outro. Precisamos as vezes apenas aguardar, adiar, conversar.

Assim, à força e à estratégia acresceu a parcimônia. Aprendi que nem sempre o caminho planejado estará livre; que podemos, sim, mudar a estratégia ou até criar uma nova dependendo do caso. Não é preciso, sempre, só porque foi planejado, executar com tanta força.

Não cito aqui quem são, mas eles sabem.

Força, Estratégia e Parcimônia, vocês foram e são ainda grandes mestres.

Muito obrigado!