Alexandre Aschenbach

O Risco da Liberdade (ou A Liberdade do Risco)


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Estamos no final do ano. Muitas coisas aconteceram, muitas mudanças.

Quem sabe você mudou de emprego, casou, teve um filho, foi promovido, ganhou na loteria, recebeu uma herança de um parente distante, comprou um carro novo, fez uma viagem para um lugar diferente? Não teve tanta “sorte”?

 

O que aconteceu durante esse ano teve quanto do seu “dedo”? Qual foi a real influência de suas ações sobre o que nos aconteceu?

Aproveitou as oportunidades?

Reagiu bem às adversidades?

“Embarcou” em mudanças propostas?

Experimentou outras linhas de pensamento?


Você pode, e deve, fazer essa reflexão, que não precisa ser feita somente no fim do ano, pode ser diária. O objetivo? Descobrir como você tem se movimentado, seus passos e onde chegou, os resultados obtidos.


Me surpreenda!

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Muitas vezes repetimos comportamentos que nos levam aos mesmos resultados, também de forma repetitiva, e não percebemos até que algo muito grave aconteça. Teimamos, nos sabotamos, encontramos desculpas e motivos para a nossa falta de motivação, para a nossa falta de arrojo.


Afinal, o que fazemos de nós?

O que esperamos de nós?


Hoje eu resolvi dizer para mim mesmo:


“Faça diferente, faça mais, observe mais, sinta mais, planeje mais, aja mais, ouse mais!

Me surpreenda!”

É assim que quero passar todos os dias de minha vida: positivamente surpreso comigo mesmo. Para isso terei que fazer diferente, que pisar nos tijolos que tenho evitado, entrar em mares mais profundos, nadar em lagos desconhecidos, voar em aeronaves diferentes, falar com pessoas que não falei ainda, conhecer lugares para os quais não fui até hoje.


Sim, é um risco que, como todo risco, tem consequências (boas ou ruins); mas assumir o risco é uma questão de liberdade. E a liberdade é tudo que precisamos para escolher os tijolos, mares, lagos, aeronaves, pessoas e lugares.


Aquilo que hoje me traz segurança pode ser o meu calvário amanhã. Não há como ter certeza disso, mas também não há como ter certeza de que não será. Então, em um cenário incerto, o que estava ali ontem pode não estar amanhã, e assim podemos falhar por tentar repetir exatamente o que fizemos ontem, amanhã.


Faça agora!

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É um risco, e se ocorrer, não teremos alternativas. Então, assumir o risco agora, antecipadamente, e tomar outro caminho, nos fará conhecer outra forma de dar nossos passos, criando alternativas para o futuro. Se amanhã, o caminho que conheço estiver bloqueado, eu já conhecerei outro caminho possível, pois já o trilhei.


Assumir o risco hoje, então, nos trará liberdade de escolha amanhã.


Só podemos escolher nosso caminho agora se tivermos liberdade de fazê-lo. E podemos errar, podemos não obter o resultado esperado…


Qual o preço que estamos dispostos a pagar para obter nossa liberdade?

Qual risco estamos dispostos a correr para que, amanhã, possamos escolher?

Que escolhas estamos dispostos a fazer para correr tais riscos?


Não há resposta certa ou errada, não há limite na liberdade ou no risco. O certo ou errado, o limite de liberdade e risco somos nós mesmos que impomos, somos nós mesmos que definimos.


A criança que não cai, que não se machuca, nunca saberá o tamanho do carinho da mãe que aplica o curativo. Não, ninguém vai sair empurrando as crianças, mas elas precisam escolher seus passos, como nós. E vão cair, como nós. E só aí terão a experiência e o conhecimento para seguir em frente… como nós?


Se usarmos nossa liberdade, se corrermos alguns riscos, se conseguirmos fazer diferente a partir de agora, os resultados poderão nos surpreender e conquistaremos ainda mais liberdade para correr mais riscos e ficarmos mais surpresos…


Você acha que isso é loucura? Não creio...


“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”

Albert Einstein